EDITORA RICARDO LENZ

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Os Criminosos na Arte e na Literatura  

 

Enrico Ferri

Edição 2001 - 304 páginas - ISBN 858778723-3

Preço R$ 48,00

 

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O Autor:

Nascido na Itália em 1856, Ferri formou-se em direito na Universidade de Bolonha em 1877 e publicou a tese sobre L'imputabilità umana e la negazione del libero arbitrio ,1879. Assim, negando o livre-arbítrio e sua óbvia conseqüência, a responsabilidade moral, Ferri deslocou o problema do crime para o estudo do criminoso. Catedrático de direito penal, reeleito deputado sucessivas vezes desde 1886, Ferri dirigiu o jornal socialista Avanti! de 1900 a 1905. Em 1921 publicou o Progetto di codice penale italiano, que influenciou sensivelmente a legislação penal brasileira. Morreu em Roma, em 12 de abril de 1929.

A Obra:

Na capa, você vê Medéia rejuvenescendo Jasão, na versão de Giorgio Vasari, Palácio della Signoria, Florença. Ora, segundo a lenda grega, a feiticeira Medéia ajudou Jasão, líder dos argonautas, a obter o velocino de ouro. O mito é conhecido pelas versões literárias que lhe deram Eurípides, Ésquilo, Ovídio e Sêneca. Medéia, a criminosa passional por excelência, apaixona-se por Jasão e, depois de ajudá-lo a realizar seus objetivos, segue com o grupo até a pátria de Jasão, Jolcos, na Tessália. Mas Jasão apaixona-se por Glauce e abandona Medéia que, inconformada, estrangula os próprios  filhos que tivera com Jasão e presenteia a rival com um manto mágico que se incendiará ao ser vestido, matando-a. Honrada como deusa em Corinto e sobretudo na Tessália, sua lenda serviu de tema a obras artísticas e literárias de todos os tempos, das quais a mais conhecida é a tragédia Medéia, de Eurípides. O personagem inspirou as peças de Corneille e Jean Anouilh, a ópera de Cherubini e, no século XX, um filme de Pier Paolo Pasolini estrelado por Maria Callas. No Brasil, o tema inspirou a peça Gota d'água, de Paulo Pontes e Chico Buarque de Holanda. Neste livro, Medéia também é mencionada, como o são também inúmeros outros personagens famosos da literatura universal. Os artistas, tanto para Ferri quanto para César Lombroso, teriam uma visão especial que lhes permitiu vislumbrar o tipo criminal muito antes que a ciência o fizesse, na antiga escola de antropologia criminal que então fazia seus progressos.

Para Enrico Ferri, a delinqüência é uma conseqüência de fatores antropológicos e sociais. O objeto último das leis penais seria, portanto, prevenir a criminalidade e não apenas castigá-la. Nesta obra, são analisados a fundo vários crimes e vários criminosos famosos da lavra de Shakespeare, Schiller, Victor Hugo, Zola, D'Annunzio, Ibsen, Tolstoi e Dostoïewsky, entre outros.